22h 10m – Do computador, escuto batidas de palmas na frente
de minha casa. Eu estou sozinha, meus pais foram ver o jogo do inter. Eu sei,
pode parecer dramático, mas não são pessoas conhecidas quem me chamam ali na
frente. Vocês devem estar se perguntando em como eu sei disso, e eu vos direi:
NINGUÉM vem na minha casa e bate palmas. Eles chamam pelo nome.
02h 09m – O cachorro não para de latir. Meus pais já chegaram,
todos dormem. Estou arrepiada. Sinto que tem alguém aqui.
02h 15m – Não agüentei ficar parada e levantei. Quando eu
fui verificar as janelas e portas, pra ver se tava tudo fechado, ouvi cochichos.
Tem alguém ali fora. Chamo a polícia? Acordo os meus pais?
03h 01h – Resolvi ignorar, pensei que era coisa da minha
mente. MAS NÃO É. Ouvi um barulho muito alto agora. Não sei se mataram meu
cachorro, explodiram meu portão ou quebraram uma garrafa. Vou chamar meu pai.
Obs.: A minha cadelinha menor não para de latir.
03:14 – Meu pai levantou, verificamos tudo. Olhamos pelas
trincas para ver se tinha alguém na rua, não avistamos ninguém. Ele abriu a
janela, a cadela está bem. Acho que era coisa da minha mente mesmo, ou de certo
algum vagabundo na minha rua.
11h 45m – Minha mãe acabou de me acordar. Tem um buraco na
grade. Era tiro, era tiro, TIRO. De dentro pra fora ainda, eles estavam no meu
pátio. Eles iam roubar minha casa, eles TINHAM ARMAS. Meu pai havia aberto a
janela na noite anterior, poderíamos ter morrido. Eu não estava viajando. Foi
instinto. Tinha alguém na minha casa. Eles só foram embora porque acreditaram
que quando ouvimos o tiro, chamaríamos a polícia.
12h 20 – Aprenda a confiar mais nos seus instintos.